Os três Mosqueteiros

quinta-feira, janeiro 27, 2005

O que nos faz felizes

Fazendo uma pausa no estudo para o último exame deste primeiro semestre, deparei cá em casa com uma revista semanal que habitualmente compramos; a capa, tendo por fundo uma jovem sorrindo, tinha como título mais saliente “O que nos faz realmente felizes” e, de entre outros pontos que seriam tratados, constava a menção a “O que dizem as últimas investigações da Psicologia e da Neurobiologia” – o que, por si só, foi suficiente para me despertar a atenção.

Passando para o interior da revista, pude então avaliar todo o artigo; apesar de ele me ter suscitado alguns outros comentários (aos quais, por questões de espaço, me vou por agora furtar), queria aqui destacar a conclusão a que chegou um estudo da Associação Americana de Psicologia, que envolveu cerca de 24 mil pessoas – e passo a citar: “A amizade, concluíram os investigadores, é o tipo de relação que mais contribui para a felicidade. Por isso, avisam: este deve ser o grande valor a cultivar e a preservar nas nossas vidas.”

E pronto; se até agora este blog poderia parecer a alguns um mero entretenimento de gente desocupada, a verdade é que, daqui por diante, este nosso cantinho está mais que justificado: estamos a preservar o grande valor das nossas vidas! =)

**bjinhos** e continuação de bom estudo mosqueteiros! (há que pensar positivo, já faltou muito mais para acabar!...)

p.s. - na verdade, apraz-me acrescentar, isto não é nada que nenhum de nós três já não soubesse… os melhores momentos que passei desde que aterrei nesta nova fase da minha vida foram partilhados com vocês! :) a única novidade é que agora temos as nossas conclusões empíricas justificadas por investigação científica!

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Mundos...

Já alguma vez almejaram ter acesso a um mundo onde se sentissem totalmente protegidos, onde nada nem ninguém vos pudesse incomodar? Um local onde estivessem, como canta o Rui Veloso, longe de tudo o que é mau? Onde cada um de nós pudesse ser apenas isso, único na sua identidade, sem qualquer tipo de condicionantes ou restrições…


Casa branca


Casa branca em frente ao mar enorme
Com o teu jardim de areia e flores marinhas
E o teu silêncio intacto em que dorme
O milagre das coisas que eram minhas.

[…]

A ti eu voltarei após o incerto
Calor de tantos gestos recebidos
Passados os tumultos e o deserto
Beijados os fantasmas, percorridos
os murmúrios da terra indefinida.

Em ti renascerei num mundo meu
E a redenção virá nas tuas linhas
Onde nenhuma coisa se perdeu
Do milagre das coisas que eram minhas.

Sophia de Mello Breyner Andersen

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Imagem



Existem boas razões para esta imagem estar aqui: uma é o texto que a acompanha. Porque todos os bons momentos duram, mesmo, o tempo suficiente para serem inesqueciveis, nem que seja um segundo (eu queria pôr outra imagem também, os copos de gelado daquela quinta-feira à noite... mas não tenho a foto aqui...); outra boa razão, experimentar a colocação de fotos aqui...

Fiquem bem e bom estudo!

In-útil

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Plágio

Cabe-me a mim, portanto, escrever o segundo texto deste blogue. Decidi continuar na mesma linha, a da amizade. Procurei intensamente o que dizer, mas é precisamente nestes assuntos de maior importância que nos fogem as palavras. Assim sendo, não sei o que escrever. Daí que tenha passado para o plano B, isto é, passei para a fase do “O que disseram os outros sobre este assunto?” e com outros quero-me referir a autores interessantes. A resposta, desta feita, não tardou. Alexandre O'Neill trata este tema muito bem com o poema que se segue, um poema que traduz de certo modo alguma coisa do que se passou neste trio "mosqueteriano" (foi bonito não foi?)... Para quê dizer mais alguma coisa?

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se
oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se,
vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de
inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um
tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill


In-útil

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Hinos

Calhou-me a mim, por um qualquer desígnio do destino (a que sou, por conseguinte, totalmente alheia...) escrever o primeiro post deste digníssimo blog. E, cá entre nós que ninguém nos ouve, posso até considerar que foi um privilégio :)

Penso que todos conhecem o Hino à Alegria de Beethoven; é uma ode muito célebre e, para quem não está a ver, é, desde 1985, o hino da União Europeia. Provavelmente conhecem, só não estão a ver… enfim, mas também reconhecê-lo agora não é o mais importante (se, no entanto, estiverem muito curiosos, recorram a um motor de busca que com certeza o encontram).
Só achei interessante referi-lo porque, se é verdade que esse é um hino à alegria, quero muito que este blog que neste momento inauguro seja um hino à amizade. Podia agora deter-me durante horas com aquelas frases bacocas acerca dos amigos que se mandam por sms ou por mail, mas acho que não vale a pena…
Criamos (acho que posso falar na terceira pessoa) este blog como forma de deixarmos, de algum modo, imortalizado o testemunho de uma amizade que, se ainda muito recente, já é muito forte. Uma amizade entre três pessoas que, quis o destino ou qualquer coincidência, se cruzaram num curso duma universidade e tiveram em comum, nos primeiros tempos, um meio de transporte (lembram-se das vezes que corremos para não o perder?! lol). Mas a verdade é que o sentimento se manteve, de tal modo que passamos a designarmo-nos como “Os Três Mosqueteiros”. O que é facto é que já somos um trio e, pelo menos da minha parte, é já há muito tempo natural referi-me aos mosqueteiros como “nós” e nunca como “eu e eles”.

Muito mais haveria para dizer – podia falar das risotas, dos disparates ou mesmo dos momentos menos bons que já passamos juntos. Mas acho que, por agora, o recado está dado. E, como diz uma dessas frases ridículas que atrás referi, a verdadeira amizade é como o sol: por vezes distancia-se mas nunca pára de brilhar (sim, sim, eu sei que é pirosa, mas acho a metáfora engraçada, que querem?! isto também já estava a ficar com um ar demasiado formal, tinha mesmo que abandalhar esta cena!! :p )

E agora, para terminar em beleza, todos juntos:

“Eram uma vez os três
Os famosos moscãoteiros
(…)
Os melhores amigos são
Os três moscãoteiros
Quando em aventuras vão
São sempre os primeiros (…)”
CV