Os três Mosqueteiros

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

(Muito) Boas Razões


(antes de mais, e para quem leu o post que deu origem a este, há que dizer que não fui eu que sugeri ao mosqueteiro o uso das lentes, mas foi ele que me questionou que boas razões via para o seu uso - porque assim até parece que ando a ser subornada pelos laboratórios de contactologia... lol)

1. O uso de lentes de contacto tem uma evidente vantagem estética, na medida em que os óculos não são propriamente o último grito da moda… (na verdade, esta consideração está a mudar; mas quantas capas de revista são compostas por alguém de óculos?!...).

2. No verão, evita-se aquela desagradável sensação dos óculos a escorrerem pelo nariz abaixo à medida que o calor aperta, bem como as inestéticas e incómodas marcas no cimo do nariz causadas pela junção ‘peso dos óculos/calor’.

3. Quando chove, deixa de se verificar a sempre inoportuna situação das lentes dos óculos precisarem urgentemente de um limpa-pára-brisas.

4. No tempo frio, escusamos de passar pela chatice que é entrar num local fechado mais aquecido e as lentes dos óculos ficarem totalmente embaciadas, o que nos impede de ver qualquer coisa que esteja à nossa frente (claro que há sempre a hipótese de os tirar, mas quando o fazemos deixamos de ver um boi à frente...).

5. Livramo-nos do empecilho que é ter um pedaço de metal e vidro pendurado na nossa cara – que é o que os óculos são.

6. Quando estamos a cozinhar e levantamos a tampa de um tacho ou quando estamos a passar a ferro com vapor, evitamos novamente a situação ‘visão totalmente embaciada’.

7. No nosso caso específico, diminuímos a visão de que “todos os psicólogos usam óculos” (e, juntamente com isto, uma data de outras ideias feitas –, nomeadamente no que toca à inclinação sexual dos indivíduos do sexo masculino que escolheram tão nobre curso do ensino superior…lol).

8. Podemos ir à praia ou à piscina e estar dentro de água vendo nitidamente todos os que nos rodeiam (sim, eu admito, é necessário algum cuidado ao mergulhar com as lentes postas – mas não é impossível!).

9. No caso dos elementos do sexo feminino (e do masculino que assim o entendam), é muito complicado maquilhar a zona dos olhos quando tem problemas de visão (isto porque como se vê mal é necessário pôr os óculos para se conseguir concretizar o acto, mas é impossível levá-lo a cabo com os óculos postos – e o ciclo vicioso está instalado!...).

10. Por fim, o uso de lentes permite sempre algum assunto de conversa quando temos que partilhar alguns momentos com alguém – mas não temos assunto para fazer o tempo passar:
"– pois é, pois é…
– cá estamos…
– é, parece que sim…
– pois é, pois é…
– ….
(diálogo entrecortado por longas pausas constrangedoras)

– …
a propósito, sabes que uso lentes de contacto?
– a sério?!
– sim, é verdade.
– desde quando?
– (resposta variável)
e como foi a adaptação?
… "
(e a conversa perdura assim por bastante tempo!)
Pronto, eu sei que não está brilhante - e estarei receptiva no que toca a defender este ponto de vista! Qualquer dúvida, é favor deixar um comentário... Espero mesmo que este post sirva para acabar com algumas hesitações que ainda pairam sobre a cabeça do nosso elemento masculino! ;)
**bjnhos**

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Social

(Antes de mais convém advertir os mais incautos de que este texto é fruto de demasiado estudo para o exame da cadeira de Psicologia Social.)

Então é assim, durante o exame de melhoria de Psicologia Social, ocorreu-me que os três mosqueteiros (nós) formamos um GRUPO. Sim, é verdade, senão atentem numa das definições clássicas de “grupo”:

“Um grupo existe quando duas ou mais pessoas se definem como membros dele ou quando a sua existência é reconhecida pelo menos por algum outro.”

Ora, nós os três reconhecemo-nos como grupo, uma vez que nos tratamos por “Três mosqueteiros” e até temos este blogue, e somos ainda reconhecidos pelo menos por um outro individuo (o Pontinho, lembram-se?) como sendo um grupo (no jantar de curso ele disse que nós éramos “Os três mosqueteiros”). Assim sendo, a conclusão de que formamos um grupo é lógica e cientificamente correcta.

Mas a questão nem está aqui. Pois o meu exame continuou e a matéria continuou a acudir-me à memória, e à medida que isto acontecia deparei-me com uma coisa revoltantemente assustadora. “Se somos um grupo, então temos que passar pelas cinco fazes de desenvolvimento de um grupo (Tukman, 1965; Tukamn e Jesen, 1977), e pelas cinco fazes de socialização de um grupo (Moreland e Levine, 1982)!”

Portanto, no que ao desenvolvimento diz respeito, já passamos pela fase de Formação, mas falta-nos a assustadora fase de Tempestade, depois as de Normalização, Realização e Encerramento (ainda mais assustadora e preocupante!).

No que refere à socialização creio que já passámos as três primeiras fases: Investigação, Socialização e Manutenção. Passar pela fase de Reassocialização é desnecessário (porque significa que existiu um conflito prévio) e a de Lembrança é ainda menos desejável (pois significa que se deu um encerramento!).

Conclusão: existe em mim a urgência de provar que estas teorias que defendem que todos os grupos passam por estes cinco estádios de desenvolvimento e socialização, uma vez que eu não quero que os três mosqueteiros passem por estes estádios…

O que é que vocês acham? Temos que fazer um diário e daqui a uns anos apresentamos o nosso grupo como grupo de teste (e o de controlo?) e tornamo-nos três famosos psicólogos ao refutar estas duas teorias!

In-útil

domingo, fevereiro 20, 2005

Texto

é estranho.
um ano passa atrás de outro,atrás de outro,atrás de outro ainda.
aprendemos a andar,a falar,a escrever,a fazer contas...
aprendemos a perguntar "porquê?",a que nem sempre existem respostas para as nossas perguntas,a procurar as nossas próprias perguntas e as nossas próprias respostas.
aprendemos a gostar,a magoar as pessoas,a repetir os mesmo erros duzentas vezes,a mimar quem gostamos,a esquecer quem foi importante para nós.
aprendemos que o homem é mortal,a não pensar na morte,a ter medo dela.aprendemos a cantar,a dançar.
aprendemos a cair,a levantarmo-nos.aprendemos a passar mais tempo em frente da televisão do que de uma árvore ou rio.
aprendemos a deixar de conversar,a partilhar silêncios (constragedores ou confortantes).
aprendemos a ter ciúmes,a ter inveja,a desconfiar dos outros.
aprendemos a deixar que nos magoem,que nos traiam,a que se esqueçam de nós.
aprendemos que ás vezes chove,outras faz sol,que quando queremos ir á praia o mar está mais frio do que desejaríamos (e mais sujo).
aprendemos a mentir,a negligenciar os nossos sonhos,a passar por cima dos sonhos alheios.
aprendemos a esconder os nossos sentimentos,a empurrá-los para um lugar longe,a sorrir quando queremos fugir.
aprendemos a acreditar em deus,a nunca pensar nele, a desprezar religião,a ser devotos.
aprendemos a culpar os outros pelos nossos problemas,a amar os defeitos dos outros,a amar os nossos próprios defeitos.
aprendemos a ouvir.aprendemos falar.
aprendemos a menosprezar a vida,o nosso passado,a música.
aprendemos a não ter tempo.
aprendemos a aprender e a esquecer (quase) automaticamente,a nunca esquecer daquela tarde especial,a esquecermo-nos das chaves nas calças que foram para lavar.
aprendemos a chorar baixinho,a desmancharmo-nos a rir numa sala silenciosa repleta de gente,a rir de nós próprios.
aprendemos a fazer amigos.
aprendemos a perder amigos.aprendemos a dizer o que sentimos,seja "amo-te" ou "já não consigo confiar em ti"...
aprendemos a ser jovens,a crescer,a envelhecer,a perder e ganhar qualidades.
aprendemos. sempre.
a todo o momento.
mais e mais e mais.
um ano passa atrás de outro,atrás de outro,atrás de outro ainda,atrás de...

p.s.peço desculpa por estar tão longo,foi um dia que me deu para isto...

*********************mosqueteiros e afins (lol,tá bem tá)

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Boas Perguntas…

Agora que o semestre está a chegar ao fim, agora que o estudo está (finalmente) a terminar (pelo menos por agora), agora que estou prestes a entrar em três dias de férias (tanto!...), agora que é agora, posso me dar ao prazer de me dedicar a uma futilidadezita.

Tudo começou porque, como um professor nosso diz “as boas perguntas corroem-nos”. A mosqueteira CV perguntou-me certo dia (já há um mês e tal, antes de todo este rodopio de exames), porque não volto a usar lentes de contacto.

Pois é, trata-se de uma boa pergunta. Porque é que não volto a usar lentes de contacto? Bem, estou neste momento a pesar os prós e os contras desta decisão, pelo que me decidi a escrever este texto pedindo auxílio externo para esta minha decisão, deveras importante (ou não).
Como sempre, antes de qualquer decisão, fui informar-me acerca do assunto. Base de pesquisa: a Internet (valendo a informação aí presente o que vale).

Após essa pesquisa compilei as minhas 10 boas razões para não usar lentes de contacto, que apresento de seguida. A nossa cara amiga CV, ela própria uma utilizadora desta grande invenção moderna, comprometeu-se a apresentar-me as 10 boas razões para usar lentes de contacto…

10 boas razões para não usar lentes de contacto:

  1. A primeira, e mais importante, são os tracinhos. É que eu tenho astigmatismo o que me obriga a usar lentes tóricas, que têm uma parte que fica para cima, e uma que fica para baixo, e essas partes distinguem-se por tracinhos que eu mal consigo ver, que têm que ficar para baixo e para a esquerda. É um suplício atinar com os tracinhos todos os dias de manhã cedo;
  2. A segunda, e não menos importante, é ser caro. Na realidade, constatei que estão mais baratas agora do que da última vez que usei lentes, mas ainda assim são caras. E o dinheiro não abunda por estes lados;
  3. Acuidade visual. Esta razão prende-se com a primeira. O facto de os traços terem que numa posição exacta criam uma outra grande desvantagem: se não estiverem exactamente centrados, não vejo completamente bem. Ou seja, com lentes a minha acuidade visual é inferior (ou muito inferior, dependendo da azelhice a colocá-las) à minha visão com óculos;
  4. Aumenta o risco de doenças visuais, algumas delas bastante graves, podendo levar à cegueira;
  5. Podem provocar alergias;
  6. Dão bastante trabalho a colocar, retirar e manter (líquidos, desinfecção…);
  7. São, por vezes, bastante incómodas. As lentes tóricas não se movem nos olhos pelo que são mais desconfortáveis em locais onde a humidade é mais baixa;
  8. Pode provocar a síndrome do olho seco;
  9. Sou preguiçoso e detesto perder tempo com estas coisas;
  10. Apesar de ser uma grande chatice e bastante incomodativos, os óculos até nem me ficam mal.

Espero que me ajudem nesta decisão, a consulta de oftalmologia está marcada para quarta-feira, mas acho que até lá terei aqui algumas opiniões!

In-útil

Datas

O tempo é algo que, desde sempre, fascinou poetas, pensadores ou filósofos. É apenas uma convenção, algo totalmente artificial, apenas determinado pelo Homem. De entre as muitas formas que tem de se manifestar, uma delas é a calendarização dos acontecimentos – e por isso festejamos algumas datas, como os aniversários, ou a passagem de ano.

Mais recentemente, surgiram os dias-disto e os dias-daquilo. Alguns são porreiros porque implicam um feriado (sim, sou portuguesa e adoro descanso, que querem?!) e depois há outros, na minha opinião, de origem um pouco duvidosa (um dos mais flagrantes é o Dia da Mulher, como se o sexo feminino precisasse de um dia para ser lembrado ou tal não acontecesse todos os dias…).
E, a 14 de Fevereiro, temos o famoso Dia dos Namorados (ou, numa versão mais devota, de São Valentim) – mais uma vez, como se os sentimentos precisassem de dia marcado para serem celebrados…

De qualquer forma, e porque em Fevereiro estamos, decidi partilhar convosco um (bonito) pensamento acerca do amor:



É uma loucura amar, a não ser que se ame com loucura… (provérbio latino)


Acho que cada um gostará de o interpretar à sua maneira – e por isso me vou escusar de comentários. Quero apenas acrescentar: os latinos é que a sabem toda, não é?... ;)

CV

sábado, fevereiro 12, 2005

Chiu!

Ouso quebrar o silêncio estudantil deste blogue (sim, porque os três mosqueteiros também estudam, pensam que quê?) para fazer uma constatação empírica, ainda não cientificamente comprovada, mas que é visível aos olhos de todos nós (os três que aqui vêem de quando em vez): isto não está a correr bem!

Pois é, este blogue não está a correr tão bem como o previsto. Analisemos: foi criado por três mosqueteiros, mas só temos dois aqui nos colaboradores porque um ficou impedido de comunicar “blogamente” por questões de força maior, isto é, o raio da Internet deu o berro e passou-se!, depois, temos meia dúzia de textos, e isto só é actualizado quando o rei faz anos. Além disso, mas esta até nem é a parte que mais me preocupa, ninguém, além dos três mosqueteiros, alguma vez leu isto, como se pode ver pelos comentários deixados… Ai ai…

Pronto, constatação feita, só me resta desejar que isto melhore que não passe de um efeito colateral do vírus “Examis Cocus” (lol), que, prevê-se, passa ainda esta semana.

Dulcineia, por favor regista-te! CV escreve qualquer coisa, nem que seja um disparate sobre uma borbulha (LOL) mas escreve que estamos a precisar… Eu farei o mesmo!....

Beijos

In-útil